Ansiedade: Sinais de ansiedade em pets pós-pandemia e com a flexibilização do home office
Aprenda dicas para combater a ansiedade e garantir o bem-estar emocional do seu pet
A pandemia de covid-19 trouxe grandes mudanças no cotidiano, incluindo o aumento da adoção de animais de estimação. Com o isolamento social, muitas pessoas passaram a buscar companhia e conforto nos pets, o que levou a um crescimento de 30% no número de cães e gatos no Brasil em 2020, segundo o Censo Pet IPB 2022, realizado pelo Instituto Pet Brasil.
Essa nova realidade trouxe uma explosão de casinhas de cachorro em lares de todo o país, com animais encontrando refúgio e amor nas famílias que os adotaram. No entanto, esse aumento no convívio entre humanos e pets também trouxe desafios.
Com o retorno ao trabalho presencial e a flexibilização do home office, os animais passaram a ficar mais sozinhos em casa. Isso pode levar ao desenvolvimento de comportamentos ansiosos, como latidos excessivos, destruição de objetos, automutilação e até mesmo fugas.
Sinais de ansiedade em pets
Reconhecer os sinais de ansiedade nos animais de estimação é o primeiro passo para ajudá-los a enfrentar essa situação. Conheça alguns dos sinais mais comuns.
Latidos excessivos
Os cães podem começar a latir de forma incessante como uma expressão de ansiedade e solidão, especialmente quando o tutor sai de casa.
Destruição de objetos
Roer móveis, roupas e brinquedos é uma maneira pela qual os pets tentam lidar com a ansiedade e o tédio.
Automutilação
Alguns animais podem se automutilar, roendo as próprias patas ou puxando os pelos, como forma de aliviar a tensão emocional.
Apatia
A falta de interesse em atividades cotidianas e brincadeiras pode ser um sinal de que o pet está se sentindo ansioso.
Urinar ou defecar fora do lugar
Em alguns casos, a ansiedade pode levar os animais a fazer suas necessidades fora do local apropriado.
Agressividade
Animais ansiosos podem se tornar mais agressivos, reagindo de maneira negativa a estímulos que antes não os incomodavam.
Fugas
Tentativas de fuga podem ocorrer quando o pet busca escapar da situação que o deixa ansioso.
Como ajudar o pet a lidar com a ansiedade
Felizmente, existem medidas que os tutores podem adotar para ajudar o pet a enfrentar a ansiedade.
Preparar o pet para a mudança
É importante ir preparando gradualmente o pet para a mudança de rotina. Aumentar o tempo em que ele fica sozinho em casa, começando com breves períodos e aumentando progressivamente, pode ajudar a reduzir o impacto da separação.
Oferecer atividades para o pet
Proporcionar brinquedos interativos, sessões de brincadeiras e passeios diários para o pet gastar energia e estimular a mente é crucial para reduzir a ansiedade.
Não demonstrar ansiedade
Os pets são sensíveis às emoções humanas, por isso é importante não demonstrar ansiedade ao sair de casa. Evite despedidas prolongadas e mantenha a calma, transmitindo segurança ao animal.
Procurar ajuda profissional
Em casos mais graves de ansiedade, é aconselhável procurar a ajuda de um profissional, como um adestrador ou um veterinário comportamentalista. Eles podem oferecer orientação especializada e técnicas específicas para lidar com a ansiedade do pet.
A ansiedade é uma condição comum em pets, especialmente após mudanças na rotina causadas pela pandemia e pelo retorno ao trabalho presencial. No entanto, com atenção e cuidado, os tutores podem ajudar os pets a lidar com a ansiedade e garantir um bem-estar emocional pleno.
Lembre-se de que a adaptação dos animais a novas situações leva tempo, e cada pet é único, respondendo de maneira diferente aos desafios emocionais. Portanto, seja paciente e esteja disposto a dedicar tempo e esforço para ajudar seu amigo de quatro patas a se sentir mais seguro e tranquilo em casa, mesmo quando você não estiver por perto.
Com amor e compreensão, é possível proporcionar ao pet um ambiente mais equilibrado e feliz.